Abigai

Outubro 26 2011

Depois de ler a notícia no blog da Teresa e ainda o post do Jorge, não posso deixar de me sentir revoltada e preocupada. Revoltado sobretudo comigo mesma porque ler uma notícias destas devia deixar-me triste... mas apenas me fez pensar no meu G. e em todas as perturbações e aflições que sinto nele.
Sei que sou uma mãe atenta.
Não tenho a menor dúvida a este respeito, e foi por estar atenta aos sinais que procurei ajuda de um psicólogo.
Emocionalmente o G. é muito frágil - característica comum a maior parte dos hiperactivos -, preocupa-se em demasia com tudo e não fala. Não se abre nem connosco, nem com colegas ou amigos, não exterioriza as suas preocupações, as suas cismas, os seus muitos medos.
Ultimamente, sinto que algo se passa. O G. está mais nervoso, mais agitado.
Ontem, fui falar com a directora de turma. Precisava saber se estes sinais de perturbação acontecem apenas em casa ou também na escola. Saí de lá mais apreensiva.
O G. está mais agitado nas aulas, menos atento, mais "deixa andar".
Não tem aproveitado devidamente as aulas de apoio e, pela primeira vez desde que iniciou a medicação, ouvi queixas relativamente ao seu comportamento.
Não sei que pensar nem de que forma agir.
O G. tem a sorte de estar bem integrado numa boa turma. Tem colegas preocupados que o apoiam muito. Sei que não é vítima de bullying, não é gozado por ter dificuldades, e é bastante protegido pelos colegas.
Parece-me que o problema está essencialmente nele, na sua baixa auto-estima, no medo de falhar, de mostrar as dificuldades que sente, e no facto de se sentir diferente dos outros.
Estou convicta que algo mais se passa actualmente, algo o atormenta na escola mais do que o habitual, e descarrega em casa, à noite. Está mais agressivo, não faz nada à primeira, obedecer é uma utopia, responde a tudo e a todos e todas as tarefas diárias são um suplício.
Quando ouço notícias como estas, só posso mesmo ficar preocupada sobretudo depois de ouvir em várias ocasiões "mais vale morrer do que ser assim" da boca do meu menino...
Quando ouço notícias como estas, só posso mesmo questionar-me...
Onde falhei ou ainda, o que ainda não terei feito?

publicado por Abigai às 14:17

Todo o assunto é preocupante, e é-o para as crianças "normais" e muito mais para as nossas... temos que estar atentos e em cima do acontecimento.

O N. também anda numa fase mais difícil, tirando o dia em que não tomou a medicação e de que falei no outro dia, não temos queixas da escola, mas cá me casa responde torto, irrita-se, resiste a seguir ordens.

Felizmente nós já passamos por isso com a irmã há um ano atrás... acho que é mesmo da idade, está a chegar a aquela altura em que sentem que os pais são uns chatos.... felizmente a irmã já passou essa fase... nós temos esperança que com ele passe rápido.

Quem sabe e o teu está a passar pelo mesmo, e não te culpes, todos nós fazemos o melhor que podemos e sabemos, lidar com estas crianças não é fácil..e tenho a certeza que tu e o teu marido fazem um excelente trabalho com ele.

Jorge

Jorge Soares a 26 de Outubro de 2011 às 23:22

Olá Jorge, espero que seja realmente apenas uma fase, pois muito sinceramente está a tornar-se insustentável...
Além de irritável e de responder torto o G. está a ficar mais agressivo e começa a haver queixas da escola, o que me preocupa ainda mais... Vale a compreensão da directora de turma que felizmente é uma profissional dedicada, pelo que sei, há poucos assim!
Abraço,
Anabela
Abigai a 31 de Outubro de 2011 às 15:19

Realmente Anabela, não é fácil lidar com os nossos meninos, a PHDA afeta o modo como se relacionam com os outros e com eles próprios - daí terem normalmente uma baixa auto estima, são crianças inseguras e que se deixam levar pela sua impulsividade....
Tal como o G. ou o N. também o Rafa faz dramas com coisas que para nós ou para outros miúdos seram «banais», tal como fica eufórico com pequenos nadas...reage por impulso, tanto para o bem como para o mal! Tento que converse comigo quando se encontra mais calmo, dou-lhe espaço quando precisa, mostro-lhe que pode contar comigo e com o pai.
Mas acredita Anabela, por muito atentos que estejamos, há coisas que nos escapam! na minha opinião o melhor que podemos fazer é nunca desistir de os entender, dar-lhes exemplos de os amamos (tal como são) respeitar as suas caraterísticas.
Beijinhos
p.s. hoje vamos ter o primeiro encontro de pais no núcleo da APCH - norte. Fico à espera que nos venhas visitar em breve!
energia-a-mais a 28 de Outubro de 2011 às 12:44

Olá Teresa, é isso mesmo... Mas é difícil por vezes lidar com tanta insegurança e tantas más interpretações... Nunca consigo perceber muito bem o que se passa porque não consegue sequer explicar-se, bem tento falar com ele nos melhores momentos, mas é tão fechado que torna-se impossível perceber.
Anda numa fase difícil, desinteressado dos estudos e trabalhos, impulsivo, agressivo e irritável..., nem quero pensar na adolescência, se é assim agora, como vou segurá-lo daqui a alguns anos?
Beijinhos,
Anabela
Abigai a 31 de Outubro de 2011 às 15:23

Porque foi a primeira palavra do meu filho, e de nada querer dizer, diz-me muito...
mais sobre mim
Outubro 2011
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
10
11
12
13
15

16
18
19
21
22

23
24
25
27
28
29

30


Posts mais comentados
Visitas
pesquisar
 
Facebook
Portal dos Sites
blogs SAPO