Abigai

Fevereiro 09 2010

Pois bem, é assim que me sinto... aliviada!

Afinal, o fim-de-semana até nem correu muito mal.

Ao que parece, pelo menos foi o que me disseram os pais do coleguinha do G., ele portou-se bem.

Sempre na brincadeira com o amigo, a falar um pouco alto, a querer jogar à bola num apartamento, a acordar muito cedo e querer logo jogar PSP, etc... mas foi acatando ordens.

Parece que a minha esperança - estando numa casa estranha, se comportasse um pouco melhor - foi certeira.

Com o G. não há segredos e logo tratou de contar à mãe do amigo que toma medicação diária e que tem acompanhamento do ensino especial no agrupamento, etc...

Não é que queira fazer disso segredo, só não costumo andar por aí a dizer a todos que tem muitas dificuldades, pois não quero que seja tratado de forma diferente.

E por falar em dificuldades, ontem, hoje e amanhã, são dias de testes. Espero estar enganada, mas parece-me que não está minimamente preparado e que, mais uma vez, vai ser uma desilusão, essencialmente para ele.

Eu já estou conformada, sei que não é um aluno brilhante e a única coisa que exijo dele é empenho, mas por norma, quando chega a casa, tem a sensação de ter conseguido, pensa sempre que lhe correu bem e o teste de ontem não foi excepção.

Foi de Língua Portuguesa e, por ter respondido a quase tudo, sente que correu bem. Ainda não sei a nota, mas pelo que conheço dele e pelo seu historial, trabalhos de casa e fichas, sinto que vai ser mais uma desilusão e receio que comece a desistir.

O acompanhamento ainda não deu frutos, continua com as mesmas dificuldades de compreensão e, se não entende a pergunta, como pode responder correctamente?

Segundo a psicóloga do agrupamento, o G. tem muito potencial - eu própria não tenho qualquer dúvida disso -, mas como mostrá-lo nos testes se não entende o que se pretende dele?

publicado por Abigai às 11:02

Ainda bem que o fim de semana acabou por correr bem.
Quanto à aprendizagem, para quem está de fora e nao está à vontade no assunto em questão é dificil de tecer uma opinião. Mas deixo-te um beijinho de carinho. É preciso calma, paciência e confiança nele, vais ver que ele um dia vai superar isso tudo.

Beijinhos grandes
Ângela Raquel a 10 de Fevereiro de 2010 às 20:55

É verdade, calma, paciência e confiança é o que é preciso, o problema é quando é ele que perde a confiança... Díficil é ver um filho com apenas 9 anos a sofrer como ele sofre, nenhuma criança devia passar por isso!
Beijinhos,
Anabela
Abigai a 11 de Fevereiro de 2010 às 10:46

Pois não, nenhuma criança devia sofrer. Eu sei que deve ser dificil, mas ele vai superar vais ver.
Beijinhos grandes.
Ângela Raquel a 11 de Fevereiro de 2010 às 10:52

bem, parece-me que ele superou uma etapa importante não? dormir fora de casa é sempre um passo complicado para eles!
Quanto à situação escolar, tu melhor que ninguém o conheces e sabes que muitas vezes o apoio externo pode não ser o suficiente. Também o professor deve aplicar métodos nos testes que permitam a estas crianças obterem sucesso - realizar o teste por etapas, ou mesmo adequar as questões de modo a que consiga perceber a matéria mantendo os critérios de avaliação, são situações que podem ser aplicadas através dum palno curricular individualizado. Não sei se é o caso do teu menino, no entanto acho que podes discutir essa possibilidade com a psicóloga que o acompanha
beijinhos grandes e tal como vi no outro comentário - é preciso ter confiança!
energia-a-mais a 10 de Fevereiro de 2010 às 23:16

Olá Teresa,
Para já a psicologo do agrupamento não lhe quer dar um plano individualizado para não condicionar o futuro dele, ainda não está totalmente posto de parte, até ao final deste ano lectivo irá ser tomada uma decisão final. Por enquanto está apenas enquadrado no despacho normativo 50/2005 com necessidades educativas, mas de cada vez mais me convenço que não vai ser suficiente.
Ainda ontem, chorou ele, chorei eu, choramos os dois, foi-se completamente abaixo, sente-se menos do que os outros e vê-lo assim a sofrer deixa-me completamente desesperada! Não sei como ajudá-lo...
Hoje vou falar com a professora do ALT e como tem consulta com a psicólogo, vou também falar com ela. O Gabriel nunca lhe diz como se sente, diz não ter coragem de falar no assunto, mas guardar tanta mágoa só para ele também não é bom!
Beijinhos,
Anabela
Abigai a 11 de Fevereiro de 2010 às 10:52

Porque foi a primeira palavra do meu filho, e de nada querer dizer, diz-me muito...
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