Abigai

Outubro 23 2010

Ao ler o comentário do post anterior, percebi que não fui de forma alguma explícita ao publicá-lo.

 

Independentemente do conteúdo deste texto, ao lê-lo pela primeira vez, senti uma alegria e um orgulho tal, que não resisti em publicá-lo.

Retrata o derradeiro momento, imediatamente antes de um acto desesperado como é o suicídio, na perspectiva de uma lágrima.

É verdade que o conteúdo em si é triste, é verdade que a simples imagem do acto é desesperante, desmotivante, sim. Mas, na minha opinião, está muito bem escrito, e, não fosse o título, talvez fosse melhor interpretado.

 

Quando vejo um hiperactivo que muito sofreu na sua infância, tal o meu G., com imensas dificuldades de aprendizagem, escrever assim, já adulto, não consigo conter a minha alegria. Só me pode trazer esperança de um dia ver também o meu G. realizado e feliz.

Há 30 anos, a hiperactividade não era diagnosticada. Há 30 anos, um hiperactivo era tido como mal-educado, irrequieto e até mesmo "burro".

Há 30 anos, ser hiperactivo era uma sentença difícil e conduzia muitas vezes ao abandono escolar.

Hoje, este hiperactivo é capaz de escrever de forma agradável, com metáforas e imagens alusivas ao que pretende descrever, de forma harmoniosa.

Ao ler este texto, e, apesar da imagem que nos assola a mente, senti uma luz lá bem ao fundo, uma certeza que, seja qual for o rumo que o G. tomar, poderá ser tão realizado e feliz como qualquer outra criança.

 

Este texto não constituí para mim tristeza, pelo contrário, representa uma esperança maior, e como gostava de escrever assim...

 

 

publicado por Abigai às 10:44

Olá

Com o devido respeito.. vou copiar este teu post para o meu blog... amanhã, que ao Sábado ninguém lê.

Sim, devias ter contextualizado o post anterior.

Jorge
Jorge Soares a 23 de Outubro de 2010 às 12:07

Olá Jorge... estás à vontade! Realmente, devia ter deixado uma nota explicative... o entusiasmo foi tal que nem pensei nisso!
Anabela
Abigai a 23 de Outubro de 2010 às 23:20

Porque foi a primeira palavra do meu filho, e de nada querer dizer, diz-me muito...
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