Abigai

Dezembro 06 2010

Já lá vai algum tempo que não passo por aqui…

Muitos afazeres e pouco tempo!

Até é bom sinal. Há bem pouco tempo, estava sentada frente a um computador, numa empresa falida e sem trabalho… Hoje, felizmente sem necessidade de muita procura, estou numa empresa, invariavelmente também com algumas dificuldades financeiras, mas com trabalho para dar e vender e já não tenho mãos a medir, nem tempo para visitar os blogs aos quais já me tinha acostumado e muito menos para escrever…

 

Bem, passada esta pequena introdução, tenho que confessar que muito se tem passado com o G., de bom e também menos bom, mas acima de tudo, tem mostrado mais maturidade e muita responsabilidade relativamente aos estudos. Tem surpreendido quer os pais quer os professores e educadores pela positiva. De facto, confesso que não esperava que este primeiro período corresse tão bem. Tem tido algumas negativas “altas” e positivas “baixas” mas também alguns “bons”, o que é fantástico sobretudo para elevar a sua auto-estima.

 

Os problemas com a toma da medicação voltaram, mas com alguma paciência, alguns gritos de fúria da mãe, algumas ameaças e alguns castigos, começam finalmente a diminuir.

 

Os fins-de-semana têm sido esgotantes e ponderamos seriamente medicá-lo também nestes dias. Sinto-me muito renitente em fazê-lo, tenho por princípio que o G. não tem culpa de ser hiperactivo e assim sendo, tem todo o direito de ser ele próprio, quer nos agrade ou não. Em dias de aulas, concordo que é para ele fundamental estar medicado, uma vez que possibilita concentração e atenção para acompanhar as aulas e absorver alguma informação. Quando precisa de estudar em casa para testes ou TPC’s, também aceito medicá-lo, sem isso seria incapaz de estar sentado a fazer fichas ou a ler…

E quando não tem trabalhos de casa? O que fazer?

Ele não pára um segundo, não se cala um segundo, é impulsivo, irrequieto, respondão, sempre a cantar, aos gritos ou a argumentar, é simplesmente esgotante!

Não faz asneiras, não pula em cima do sofá, nem trepa aos móveis… De facto não! Mas a verdade é que aos fins-de-semana, além de tentarmos pôr ordem em casa, gostaríamos também de descansar um pouco e, na verdade, é mesmo impossível!

O pai do G. é de opinião que devíamos medicá-lo também ao fim-de-semana. Eu não digo que não, mas arranjo sempre desculpas para não o fazer, ou porque já passam das 8 horas da manhã e depois não vai ter apetite para almoçar, ou porque não precisa de estudar, ou porque tenho a certeza que se vai portar bem, ou porque acho que devemos deixá-lo ser quem é… ou outra coisa qualquer…. A verdade é que aos Domingos à noite, já estamos esgotados, aos gritos e sem paciência e acabamos, mesmo sem o querer, a ralhar com o G., sabendo nós que a culpa não é dele, mas simplesmente já não somos capazes de manter a compostura e ser justos!

 

No sábado passado, decidimos ir fazer compras. Deve ser realmente o melhor a fazer com um filho hiperactivo, muita gente, muito barulho, muitas distracções, muitos artigos nas prateleiras, muitas tentações, etc.… de facto o melhor entretenimento para uma criança hiperactiva. Quando já fumegávamos e apesar de não ter comprado tudo o que nos tínhamos proposto comprar, e tendo em conta a hora tardia, resolvemos jantar por lá, como faria qualquer família “normal”, mas totalmente contraproducente em famílias como a nossa.

Posso contudo dizer que até nem correu muito mal, pelo menos ninguém reparou muito. Como o G. não aprecia nada comida de plástico, fixou-se nos pratos de massas e instalamo-nos no interior do restaurante, quase vazio e longe da praça de alimentação que estava a pinha. Invariavelmente, e apesar de adorar massa e ter um apetite de ogre, a excitação combinada com todos os estímulos inerentes a um shopping em período de Natal, fez com que a massa ficasse no prato…

 

Nem tudo são rosas… certo?

 

publicado por Abigai às 22:09

Olá Anabela

Nós também tentamos não medicar o N. ao fim de semana.... e como tu acho que não o devemos fazer, e como tu, e apesar de ele também não subir aos moveis ou converter qualquer coisa numa guerra entre adultos e crianças , há fins de semana em que chegamos ao Domingo à noite cansados, fartos, derrotados.

Nós sabemos que eles não tem culpa de ser como são, mas eu entendo o teu marido... porque nós também não..e se eles não tomam a medicação.. quem termina quase sempre doente somos nós.

E olha que eu acho que do que leio por aí, o meu N. até é bastante pacifico... mesmo.

Jorge
Jorge Soares a 6 de Dezembro de 2010 às 22:33

Pois Jorge, eu também acho o meu G. muito pacífico mas mesmo assim, difícil para nós pais.
Que nós não temos culpa, é verdade, mas devemos impedí-los de serem como são? Custa-me muito ver o G. medicado, nem parece o meu menino, fica calmo e bem comportado, deveria ser o sonho de qualquer mãe, mas a mim não me parece natural, parece-me que estou a retirar-lhe algo, que o estou a impedir de crescer e amadurecer, de compreender e controlar os seus impulsos.
O meu marido era como ele em criança, mas naquele tempo são havia medicação nem apoio, apenas castigos. Não me parece ser a solução até porque os castigos nunca resultaram, mas a verdade é que, se bem que a muito custo, aprendeu a contornar os obstáculos, aprendeu a respirar fundo e a controlar-se, embora tenha a certeza e a prova (por experiência própria), que nunca o conseguirá fazer totalmente e que a impulsividade se irá manter, mas de certa forma é atenuada.
Não será que medicá-los sempre irá atrazar esta aprendizagem ou até mesmo prejudicá-la?
Anabela
Abigai a 6 de Dezembro de 2010 às 22:49

Durante muito tempo eu fui contra a medicação, tenho um medo terrível de medicamentos que causem adição, ou de medicações que se tornem muletas para a vida.. foi necessário tomar consciência da gravidade do problema.. ouvir um, dois, três médicos a garantirem que a Ritalina não causa dependência e foi necessário o episódio do fogo na cama.. para eu aceitar.

Agora estou convencido que a medicação é mesmo necessária, que se com ela as coisas na escola são difíceis, sem ela seria implemente impossível ele aprender o mínimo.

De vez em quando dou por mim a perguntar-me qual será o preço no futuro...e para ser sincero, é algo que me deixa angustiado...porque não sei o que responder à tua pergunta.

Jorge
Jorge Soares a 6 de Dezembro de 2010 às 23:01

Sou sincera Anabela, com 3 filhos em casa, eu por mim sou tentada em medicar o N. sempre. Mas os 2 medicos que consultei, são da opinião que devemos evitar dar medicamentação ao fim de semana.
Eu muitas das vezes opto por uma situação intermedia, que é dar apenas apos o almoço um comprimido de rubifen 10 mg, aproveitando o periodo da sesta da irmã, para ele fazer os TPC's.
Quanto ao resto do dia ja cheguei à conclusão, que um dos medicos tem razão e o + eficaz é po-lo a fazer muito, muito exercicio ao ar livre, que não implique muito estimulo visual ou barulho: andar de bicicleta, de patins, de skate. Em caso de chuva fui aconselhada a optar por um saco de boxe no quarto dele (proxima prenda de Natal).
Patricia
P. a 14 de Dezembro de 2010 às 15:41

Olá Patrícia,
É precisamente o que tenho tentado fazer estas últimas semanas. Tenho dado ao G. Ritalina após o almoço, ao domingo, para tentarmos terminar "bem" o fim-de-semana. Embora não seja muito a favor, a verdade é que tem resultado melhor. Vou no próximo dia 29 à consulta com ele trocar impressões com a médica.
O exercício ao ar livre e ocupá-lo muito não dá resultados com o G., pelo contrário, quanto mais excitação, menos controlo tem sobre os impulsos e acabamos sempre todos aos berros!
Bjs,
Anabela
Abigai a 27 de Dezembro de 2010 às 21:00

Olá Anabela...saudades tuas, conversas de mulher! talvez antes do ano novo?
bem, como sabes eu com o Rafa já fiz várias experiências, sem medicação não tenho a mínima dúvida, ele fica ainda mais incontrolável...e, no caso dele, existe a tal luta e resistência às regras, existe o tal trepar de móveis, a incapacidade de ficar quieto e calado...a casa pode ficar um caos total em poucos segundos...Por isso e porque acho que ele fica mais estavel, optei por dar sempre! claro que tenho receio do futuro, até porque podemos ter de suspender a medicação numa fase (adolescência) que já por norma não é pacífica mas estou disposta a ter em conta a opinião do médico que o segue e cumprir com o necessário para lhe dar no presente a ajuda possível
beijinhos muitos
energia-a-mais a 16 de Dezembro de 2010 às 15:32

Olá Teresa,
Saudades, é bem verdade, nunca mais combinamos nada.... temos que remediar isso!
Olha, tenho medicado o G. após o almoço de Domingo, em vez de Concerta, dou-lhe Ritalina que tem uma duração menor, é verdade que pelo menos se deita com mais calma e o fim-de-semana termina melhor, mas sou sincera, custa-me muito massacrá-lo também ao fim-de-semana e a resistência dele em tomar começa a ser maior novamente.
A ver vamos...
Beijinhos,
Anabela
Abigai a 27 de Dezembro de 2010 às 21:03

Porque foi a primeira palavra do meu filho, e de nada querer dizer, diz-me muito...
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