Abigai

Abril 06 2011

 

Passou pouco mais de uma semana desde que iniciei a medicação para as dores diariamente.

Por muito renitente que esteja em tomar opiáceos de forma continua, tenho que confessar e admitir que de facto funciona.

Já perdi a conta aos anos de sofrimento e de angústia.

Há cerca de dez anos que não me sentia tão bem.

Não que não tenha dores nenhumas, seria mentira dizer que tudo ficou resolvido com um simples comprimido, mas pelo menos agora, passo grande parte do dia sem dores.

E não fosse o facto desta medicação provocar insónias, podia sem dúvida viver sem qualquer dor.

As noites continuam terríveis, dolorosas e sem possibilidade de descanso, mas poder andar sem dores durante o dia, sem sono devido à medicação, bem disposta, conduzir sem medo de adormecer ou falhar o pé no momento mais crucial, compensa qualquer receio em tomar o que na realidade não passa de uma droga!

Mas infelizmente, existe o verso da medalha.

Trata-se de um analgésico de acção central que alivia a dor actuando sobre células nervosas específicas da medula e do cérebro, não trata o que provoca a dor. Isto quer dizer que, não sentindo dor, tenho tendência em forçar mais os ossos e articulações, sem a consciência de o fazer provocando dor mais intensa quando o efeito do analgésico passa.

Não sei se isso terá consequências no futuro ou na evolução da doença, não sei se corro o risco de a rigidez que se espera que aconteça nas articulações e que levará a alguma limitação de movimentos acontecer mais rapidamente.

Resumindo, não sei o que me reserva o futuro, mas vivo apenas um dia de cada vez, e se os dias podem ser menos dolorosos, então vou aproveitar sem pensar no dia de amanhã.

Se pensar muito no que pode ou não acontecer no futuro, vou acabar por não aproveitar o que a vida me dá hoje.

 

publicado por Abigai às 13:21

Fevereiro 09 2010

Pois bem, é assim que me sinto... aliviada!

Afinal, o fim-de-semana até nem correu muito mal.

Ao que parece, pelo menos foi o que me disseram os pais do coleguinha do G., ele portou-se bem.

Sempre na brincadeira com o amigo, a falar um pouco alto, a querer jogar à bola num apartamento, a acordar muito cedo e querer logo jogar PSP, etc... mas foi acatando ordens.

Parece que a minha esperança - estando numa casa estranha, se comportasse um pouco melhor - foi certeira.

Com o G. não há segredos e logo tratou de contar à mãe do amigo que toma medicação diária e que tem acompanhamento do ensino especial no agrupamento, etc...

Não é que queira fazer disso segredo, só não costumo andar por aí a dizer a todos que tem muitas dificuldades, pois não quero que seja tratado de forma diferente.

E por falar em dificuldades, ontem, hoje e amanhã, são dias de testes. Espero estar enganada, mas parece-me que não está minimamente preparado e que, mais uma vez, vai ser uma desilusão, essencialmente para ele.

Eu já estou conformada, sei que não é um aluno brilhante e a única coisa que exijo dele é empenho, mas por norma, quando chega a casa, tem a sensação de ter conseguido, pensa sempre que lhe correu bem e o teste de ontem não foi excepção.

Foi de Língua Portuguesa e, por ter respondido a quase tudo, sente que correu bem. Ainda não sei a nota, mas pelo que conheço dele e pelo seu historial, trabalhos de casa e fichas, sinto que vai ser mais uma desilusão e receio que comece a desistir.

O acompanhamento ainda não deu frutos, continua com as mesmas dificuldades de compreensão e, se não entende a pergunta, como pode responder correctamente?

Segundo a psicóloga do agrupamento, o G. tem muito potencial - eu própria não tenho qualquer dúvida disso -, mas como mostrá-lo nos testes se não entende o que se pretende dele?

publicado por Abigai às 11:02

Porque foi a primeira palavra do meu filho, e de nada querer dizer, diz-me muito...
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