Abigai

Fevereiro 17 2012

 

Uma vida atribulada, em constante alterações...
Uma vida indefinida...
Um dia-a-dia autómato...
Um dia-a-dia de sobrevivência...

 

Procuro o caminho, procuro aliviar os pensamentos...
Pensamentos obscuros, pensamentos constantes, cansativos...
Pensamentos ambíguos...
Procuro...

 

Noites longas e sem verdadeiro descanso...
Noites irritantes e frias...
Sonhos martirizante... ou serão antes pesadelos?
Um levantar penoso, um esforço sem reacção...

 

Hoje, ontem, há dias... estou assim,
Nem sei que digo, nem sei que escrevo..
Preciso reagir, mas ainda não encontrei a receita!
Preciso, não sei bem de quê...

 

publicado por Abigai às 14:06

Fevereiro 15 2012

Há momentos na vida em que tudo parece fugir-nos...
A vontade de lutar, a vontade de viver, parecem esfumarem-se com um simples sopro.
Contigo aprendi que nada é assim tão simples, que lutar vale sempre à pena, que a vida é preciosa, é uma dádiva que não se deve desperdiçar. Viver é muito mais do que estar presente, viver é muito para além do que estar à vista...
Deixaste a tua marca, deixaste o teu exemplo, deixaste o teu amor, o teu carinho, e mais do que tudo, deixaste a tua presença em tudo o que tocaste, em mim, no meu pensamento e em tudo o que hoje sou.
Sei que vou deixar de te ver, que não estarás mais ao meu lado, que não me receberás mais quando chegar a casa, mas também sei que estarás sempre como sempre estiveste, ao meu lado.
Não te verei mas estarás cá, sentir-te-ei junto de mim, como hoje já sinto, sentir-te-ei no meu ser, no meu coração...
Dar-te-ei motivos de orgulho, ver-me-ás seguir em frente, viver, lutar como me ensinaste. Sei que ainda não estou no caminho certo, ainda é muito difícil, mas também sei que conseguirei, que seguirei o teu exemplo...
Pensarei em ti como sempre, falarei contigo como sempre, e quem sabe, talvez ainda arranje alguns motivos para ralhar contigo, como por por vezes acontecia...
O amor nunca acaba....

publicado por Abigai às 12:07

Fevereiro 13 2012

Há quase quatro anos deixei a minha casa, os meus pertences, as minha rotinas...
Há quase quatro anos deixei tudo sem olhar para trás...
Há quase quatro anos deixei a minha vida em suspenso para acompanhar-te, acarinhar-te e fazer-te alguma companhia.

 

Agora sinto-me perdida.
Agora já não tenho casa, já não tenho nada, e já não te tenho...
Vejo-te em cada canto, em cada esquina...
O silêncio que encontro ao chegar ensurdece-me, falta-me a televisão ligada, o barulho do exaustor...

 

Há quase quatro anos que a minha vida girava em torno das tuas necessidades, de ti...
Há quase quatro anos que deixei de pensar em mim, na minha vida...
Há quase quatro anos que deixei de fazer planos...

 

Agora preciso de reencontrar-me.
Preciso de encontrar o meu espaço, refazer as minha rotinas, retomar as rédeas...
Por isso preciso de refazer tudo, desfazer-me dos teus móveis, das tuas coisas...
Perdoa-me... não te quero apagar da minha memória, não me custa ver-te em tudo o que está ainda em casa, no lugar onde deixaste...
Não é por me doer ver tudo como sempre esteve... É para me reencontrar, para criar o meu espaço, sentir-me na minha casa...
Porque sempre que abro a porta e entro, continuo a entrar na tua casa, à espera de te ver...
Mas não estás lá... não estarás mais.

 

Sei que entendes...
Sei que estás comigo...
E sei que preciso de fazer algo por mim...

 

 

publicado por Abigai às 12:03

Fevereiro 02 2012

Carlos Almeida, autor de “Os Senhores da Vida e da Morte”, (...), deu uma entrevista ao Porta-Livros onde falou precisamente do seu livro, um romance muito intenso e doloroso onde a morte é a protagonista, exaltando, por consequência, o valor da vida. (...)

 

"O tema vida é dos que gosto muito de debater. Não do ponto de vista esotérico, ou pela discussão sócio-religiosa, mas sim pela simplicidade da sua riqueza, afinal a vida é a maior das riquezas que temos e tantas vezes a tratamos mal. Mas a vida sem a morte não pode existir, são duas verdades que vivem ligadas, entrelaçadas na nossa existência. Algo que sempre me fez uma real confusão, foi verificar que as pessoas teimam em dar o real valor à vida quando estão perante a morte. Desperdiçam a vida em coisas fúteis, vazias, sem vida, e depois, quando estão perante a morte, lembram-se que estão vivos. Mas no meio disto, vão desenvolvendo um enorme medo da morte, o que as faz estarem cada vez mais distantes da vida. (...) a morte é um complemento à vida e temos de aceitar isso, com o medo natural de se gostar tanto de viver que não se quer morrer cedo. Só assim teremos a capacidade de olhar a vida com o agrado que ela merece. Mas estamos sempre a tempo de aceitar a morte. E aqui entra outro ponto que me levou a escrever este livro, onde está afinal a vida, mesmo depois da morte? Ao longo da História da Humanidade, o Homem foi dando demasiada importância ao corpo, por isso se venera tanto um corpo na morte, e por isso existe a necessidade de existirem locais de “culto” como os cemitérios (para mim apenas locais para perpetuar a dor da perda). Mas seremos nós apenas corpos? Penso que somos muito mais do que isso. Somos uma essência, que vive para lá do corpo. Costumo dizer que existe uma diferença entre morrer e falecer. Morrer é estarmos sós por completo na essência dos sentimentos, mesmo que ainda exista um corpo vivo, mas falecer é estarmos bem vivos na essência dos sentimentos, mas infelizmente o corpo já não existe. E isto está retratado no belíssimo poema do Henry Scott Holland (...). Temos de aprender a encontrar as pessoas, depois da partida do corpo, na essência dos sentimentos, ou seja, eu hoje encontro aqueles que já não têm o seu corpo vivo perto do meu, nas mais variadas formas, no vento, no sol pela manhã, numa música que escutamos, num local onde estivemos, numa simples conversa que tivemos… e isso é a vida. E eles continuam todos vivos, tomaram foi outra forma, outro “corpo”. Uma confissão, eu praticamente evito ir a funerais… porque é que temos de fazer o dito luto numa celebração de enterro completo de alguém que amámos e ainda amamos? Temos é de guardar a sua existência viva e repleta de essência desse mesmo amor."
(...)

 

Publicada in blog "Porta-Livros" de Rui Azeredo.

in Carlos Almeida

 

publicado por Abigai às 14:11

Fevereiro 01 2012

 

 

 

À espera do inevitável... uma espera desesperante, angustiante...

Uma vida em suspenso, uma vida interrompida...

Uma respiração sufocada, lenta...

 

Simplesmente uma interminável espera...

 

 

publicado por Abigai às 12:21

Janeiro 31 2012

Atormentada pela decisão que tomei por ti e quando começava a acreditar que te encaminhavas para o melhor desfecho possível, voltamos à estaca zero, ao ponto de partida...

Neste momento angustiante, lembrei-me deste livro...

"Este livro é um livro de vida (...). É um livro para reflectir, pensar e mesmo confrontar. É um livro onde todos estamos ligados."

E confesso... como gostava de ver a vida e a morte com são encaradas neste livro de Carlos Almeida.

Na contracapa do livro está um poema de Henry Scott Holland, o mesmo com o qual concluí este romance e após o qual ainda podemos ler:

"Afinal a vida e a morte moram juntas, lado a lado, na península dos corpos. A vida e a morte são a maior das fronteiras de nós mesmos."

 

A morte nada é.

Eu apenas estou do outro lado

Eu sou eu, tu és tu.

Aquilo que éramos um para o outro

Continuamos a ser.

Chama-me com sempre me chamaste.

Fala-me como sempre me falaste.

Não mudes o tom da tua voz,

Nem faças um ar solene ou triste.

Continua a rir daquilo que juntos nos fazia rir.

Brinca, sorri, pensa em mim,

Reza por mim.

Que o meu nome seja pronunciado em casa

Com sempre foi;

Sem qualquer ênfase,

Sem qualquer sombra.

A vida significa o que sempre significou.

Ela é aquilo que sempre foi.

O 'fio' não foi cortado.

Porque é que eu, estando longe do teu olhar,

Estaria longe do teu pensamento?

Espero-te, não estou muito longe,

Somente do outro lado do caminho.

Como vês, tudo está bem.

Henry Scott Holland

 

Uma vida em suspenso, atormentada, angustiada, este sofrimento, o teu sofrimento.... agora mais sereno, inconsciente, silencioso...

 

publicado por Abigai às 12:35

Janeiro 27 2012

Sei que não é muito, mas é um começo.

Sei que ainda nada está decidido, mas quero acreditar que existe um futuro.

 

Ontem já estavas mais reactiva, mais desperta.

Juraria que tentaste falar, acredito que querias falar, comunicar...

Que dizer? Que lamento?

Claro que lamento... Lamento ter sido necessário chegar a tanto, lamento não te ter perguntado se assim querias... E se tivesses recusado? O que teria acontecido? Não teria força suficiente para ir contra a tua vontade, mas também não seria capaz de nada fazer...

Sinto-me atormentada...

Não sei como irás encarar esta nova realidade.

 

Sei que sempre foste forte e corajosa, que sempre encaraste de frente todas as adversidades e desafios.

Acredito que serás capaz de enfrentar mais este, acredito que terás força e tenacidade.

E o que mais resta, senão acreditar?

 

publicado por Abigai às 10:09

Janeiro 25 2012

Como num simples e fraco abrir de olhos tudo muda...

Ontem abriste os olhos para mim... Um olhar disperso, é certo, um olhar vazio mas sem sinais de agonia, um simples olhar inexpressivo, mas um olhar...

Um simples olhar, uma euforia descontrolada...

Como um simples gesto ao qual geralmente não prestamos atenção, em determinadas situações, pode mudar tudo...

Um simples olhar, uma importância vital, uma esperança reforçada...

 

publicado por Abigai às 10:20

Dezembro 23 2011

 

Exorcizado o fantasma da doença e uma vez aceite a perspectiva de um futuro doloroso e penoso, restam-me algumas considerações a fazer após uma semana em completa letargia e comiseração...
- por muito que pensemos estar preparados para qualquer eventualidade, por muito que pensemos saber e saber aceitar, na verdade, colocados perante a confirmação dos factos, percebemos que não estávamos nem estamos preparados para enfrentar a realidade...
- que por mais que tentemos esconder, disfarçar ou enganar, o estado emocional transparece muito para além da aparência, do aspecto físico ou visual, e por mais que tentemos, deixamos transparecer uma fragilidade que, recalcada, apenas conduz a mais perguntas ou explicações que nos deixam ainda mais desarmados...
- que sofrer por anticipação não minimiza o sofrimento, pelo contrário, amplifica-o...
- e sobretudo, que não há maior desafio do que enfrentar o desconhecido que acreditamos erradamente conhecer....

 

publicado por Abigai às 14:07

Dezembro 22 2011

 

A Espondilite Anquilosante (EA) é provocada por uma alteração inflamatória crónica em vários componentes articulares (uniões dos ligamentos e dos tendões, fibrocartilagens, cápsulas articulares), originando o desenvolvimento de um tecido fibroso cicatricial que, posteriormente, se ossifica e, nas fases avançadas, chega a formar pontos de união entre os extremos ósseos adjacentes, daqui resulta a consequência mais grave da doença, ou seja, a de formação e perda progressiva da mobilidade das articulações afectadas. Embora este processo ocorra, sobretudo, nas articulações intervertebrais da região lombar da coluna e nas articulações sacro-ilíacas (entre a extremidade inferior da coluna e a região pélvica), em cerca de 25% dos casos também pode afectar algumas articulações periféricas, sobretudo as ancas, os ombros, as mãos e os pés.

 

Evolução e manifestações:

Normalmente, a EA começa de forma gradual e tem uma evolução crónica, com períodos em que os sinais e sintomas são muito evidentes, alternados com outros em que estes não se manifestam. Apesar de, em alguns casos, a evolução da doença poder ser travada de forma espontânea, regra geral, a sua evolução prolonga-se durante décadas, proporcionando o aparecimento de problemas a médio ou longo prazo.

As fases iniciais caracterizam-se pelo aparecimento de dores e rigidez na região lombar, embora estes problemas possam alastrar para a zona das nádegas ou coxas. A dor pode ser mais ou menos intensa, como também pode ser muito aguda. A dor costuma aumentar de intensidade durante a noite, embora persista de forma variável, enquanto que a rigidez lombar aumenta ao longo do dia, com a realização de esforços.

Por vezes, o início da doença adopta uma forma atípica, com o aparecimento de dores torácicas consequentes da deterioração das articulações do esterno ou através de uma inflamação dolorosa das articulações dos membros inferiores ou, com menor frequência, dos superiores. Nestes casos, ao fim algum tempo surgem sinais que indicam o envolvimento das articulações da coluna e das sacro-ilíacas.

Nos períodos em que os sinais e sintomas da doença se intensificam, as dores e a rigidez articular são muito intensas, sendo por vezes acompanhadas por manifestações sistémicas inespecíficas, tais como fadiga, mal-estar geral e perda de apetite. Estes períodos de aumento da intensidade dos sinais e sintomas podem intercalar-se com outros em que os sinais e sintomas cedem ou desaparecem por completo.

Com o passar do tempo e à medida que as lesões articulares vão progredindo, as manifestações vão-se tornando persistentes, proporcionando o surgimento de alterações permanentes das estruturas afectadas. De facto, as articulações afectadas, com o tempo, vão perdendo mobilidade, o que nas fases avançadas provoca a anquilose e o desenvolvimento de deformações da coluna. Em primeiro lugar, evidencia-se uma perda da curvatura normal da região lombar e uma acentuação da curvatura da região dorsal (cifose), com a cabeça projectada para a frente, enquanto que a região cervical perde mobilidade em todos os sentidos.

Nos casos graves, se não se efectuar qualquer tratamento, o paciente é afectado por deformações muito evidentes da coluna que lhe dificultam a locomoção, embora as dores desapareçam à medida que as articulações afectadas perdem mobilidade.

 

Manifestações extra-articulares:

Em alguns casos, a EA pode ser acompanhada por manifestações noutras localizações, para além das articulações. A mais comum é a irite, ou seja, uma inflamação da íris que provoca vermelhidão e dor ocular, embora normalmente desapareça espontaneamente, sem provocar grandes problemas. Em alguns casos raros, o coração também pode ser afectado pelo aparecimento de crises de angina de peito, de arritmias ou mesmo insuficiência cardíaca. Em fases mais avançadas, quando as articulações do tronco são afectadas e acabam por provocar uma limitação da expansão do tórax, podem desenvolver-se complicações pulmonares.

 

Tratamento e exercícios:

Tendo em conta que a sua origem ainda não é exactamente conhecida, não existe um tratamento que cure a espondilite anquilosante. De qualquer forma, existem várias medidas que podem ajudar a aliviar os problemas e a prevenir as graves deformações originadas pela doença nas suas fases avançadas.

Por um lado, pode-se recorrer à administração de anti-inflamatórios e analgésicos, de modo a reduzir a inflamação e a aliviar as dores, o que, embora não trave a evolução da doença, possibilita uma grande melhoria na qualidade de vida e facilita a realização de exercícios destinados a manter a mobilidade das articulações afectadas. Como existem inúmeros medicamentos que podem ser prescritos e como costumam ser administrados por períodos muito prolongados, o facto de poderem provocar inúmeros efeitos secundários faz com que a sua escolha e posologia deva ser estabelecida consoante cada caso específico, sendo extremamente importante que o paciente respeite as indicações do médico e se submeta a exames regulares.

Por outro lado, os exercícios físicos e a fisioterapia adquirem um papel essencial na prevenção da rigidez articular e de deformações. Embora seja conveniente evitar os esforços e reduzir a actividade física, sobretudo nos períodos de aumento dos sinais e sintomas, o repouso absoluto não costuma ser uma boa solução, já que a imobilização favorece a perda de mobilidade articular. De acordo com as instruções do fisioterapeuta, o paciente deve aprender a realizar os exercícios mais convenientes em cada caso específico, com vista a efectuá-los indefinidamente na sua própria casa, embora deva submeter-se regularmente a consultas médicas, já que desta forma é possível prevenir, na maioria dos casos, a evolução da doença para uma invalidez. Para além disso, mesmo o prognóstico da doença sendo muito variável, o tratamento fisioterapêutico adequado e oportuno, associado ao farmacológico, costumam permitir uma melhoria significativa.

 

in Medipédia.pt - Conteúdos de Saúde

 

publicado por Abigai às 14:09

Porque foi a primeira palavra do meu filho, e de nada querer dizer, diz-me muito...
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