Abigai

Fevereiro 17 2012

 

Uma vida atribulada, em constante alterações...
Uma vida indefinida...
Um dia-a-dia autómato...
Um dia-a-dia de sobrevivência...

 

Procuro o caminho, procuro aliviar os pensamentos...
Pensamentos obscuros, pensamentos constantes, cansativos...
Pensamentos ambíguos...
Procuro...

 

Noites longas e sem verdadeiro descanso...
Noites irritantes e frias...
Sonhos martirizante... ou serão antes pesadelos?
Um levantar penoso, um esforço sem reacção...

 

Hoje, ontem, há dias... estou assim,
Nem sei que digo, nem sei que escrevo..
Preciso reagir, mas ainda não encontrei a receita!
Preciso, não sei bem de quê...

 

publicado por Abigai às 14:06

Novembro 09 2011

 

Conversa de cama, minutos antes de dormir....

 

- Isto não é vida... nem tenho posição... não aguento isto mais 20 anos...

- Ah não, não aguentas... não vês a tua mãe, rija que sei lá...

- Mas eu não sou a minha mãe...

 

Não sou a minha mãe, não sou mesmo.

Não tenho a capacidade que ela tem em aguentar as dores, a força de vontade dela... Tenho perfeita consciência disso, pelo menos neste momento, o que não quer dizer que com o passar do tempo não irei encarar esta dura realidade de outra forma.

Ontem foi um dia mau, muito mau...

Ontem foi daqueles dias em que a vontade de desistir é enorme, em que qualquer perspectiva de futuro é medonha...

Diariamente convivo com dores fortes que ultrapasso à custa de opiáceos.

Ontem esqueci-me deles em casa.

Ontem tive que aguentar um dia de trabalho sem a ajuda destes fármacos e percebi da pior maneira que o tratamento que visa atrasar a evolução da doença, não está a adiar nada ou talvez sim, não sei... O que sei agora é que estou em bem pior estado do que estava há cerca de um ano quando iniciei o tratamento para controlar as dores e ter melhor qualidade de vida. 

Fiquei assustada com esta perspectiva... Não é a inexistência de cura que me assusta. Não é saber que a tendência vai ser piorar que me assuta.

O que me assustou acima de tudo, foi não ter tido consciência no decorrer deste tempo da progressão da doença.

Em Abril passado, escrevi a este respeito: "Trata-se de um analgésico de acção central que alivia a dor actuando sobre células nervosas específicas da medula e do cérebro, não trata o que provoca a dor. Isto quer dizer que, não sentindo dor, tenho tendência em forçar mais os ossos e articulações, sem a consciência de o fazer provocando dor mais intensa quando o efeito do analgésico passa."

Ontem confirmei o receio que tive nessa altura. Em alguns momentos, além das dores constantes e generalizadas, simples movimentos sem qualquer esforço fizeram-me sentir como se o fémur se soltasse da sacro-íliaca, uma dor fulminante e profunda que felizmente só durava escassos segundos.

Provavelmente acontece com frequência sem que me aperceba disso. Por um lado é bom, não vou negar, por outro receio provocar mais lesões sem saber...

Mas voltemos ao dia de ontem... Além das dores foi um dia com pouco trabalho e sem ter como ocupar a mente, o que permitiu ao pensamento invadir-me totalmente e questionar-me. Afinal de contas, que qualidade de vida é esta?

Ainda só tenho 39 anos e já sinto limitações em coisas tão simples e básicas do dia-a-dia. As noites são penosas, sem verdadeiro descanso e, de manhã, quando toca o despertador, não posso deixar de me lembrar deste mal: as mãos não obedecem, os dedos não esticam, e desligar o despertador é uma missão impossível. Levantar-me é laborioso, calçar os chinelos ou agora as pantufas devido ao frio, é um desafio diário. Andar, sentir como se tivesse uma tábua presa ao corpo devido à rigidez matinal, e ir à casa de banho é uma autêntica tortura...

E isto são apenas os primeiros 15 minutos do dia, e repetem-se diariamente.... E a cada dia que passa, a rigidez demora mais tempo a dissipar-se.

Será que estes opiáceos são a solução, ou apenas servem para esconder o que verdadeiramente se passa?

Em dias como o de ontem, dou por mim a questionar-me se estou de facto a viver um dia de cada vez, ou se, simplesmente, deixei a vida em suspenso, à espera do inevitável...

 

Imagem, algures na Internet

publicado por Abigai às 11:03

Abril 12 2011

 

Para variar.... estou exausta!

O G. voltou a não querer dormir, dormir é perder tempo, há tanto para fazer.... porquê perder tempo na cama?

Está de férias, eléctrico, cheio de energia... e eu, a ficar sem nenhuma!

Ainda no Domingo passado, ouvi familiares a dizer:

"... acho que nunca o vi assim, está mesmo eléctrico..."

Pois... que sorte, eu já o vi, assim e mais ainda!

O que é certo é que eu é que estou exausta... o rapaz tem mais do que fazer do que dormir, está com as baterias hiper carregadas e feliz!

Hoje já o levei para o ATL... medicado, pelo que espero que tenha menos energia logo, a ver vamos!

Ainda não tenho as notas do 2º período, parece-me que serão todas positivas - embora baixas -, não sei muito bem o que pensar, se é bom ou mau. Por exemplo a matemática, teve negativa em todos os testes, mas tem mostrado muita vontade, persistência e estudo, o que levou a professora a dar-lhe um 3. Será bom? Se os resultados das provas foram sempre negativos, ele não atingiu os objectivos, não adquiriu os conhecimento pretendidos. É certo que é muito esforçado e que este esforço deve valer alguma coisa, mas passar sem conhecimentos não me parece o mais adequado.

Não sei mesmo o que pensar!

 

 

publicado por Abigai às 11:38

Porque foi a primeira palavra do meu filho, e de nada querer dizer, diz-me muito...
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