Abigai

Setembro 02 2011

 

 

A maior descoberta da minha geração é que qualquer ser humano pode mudar de vida, mudando de atitude”

William James (1842-1910)

 

Sou de natureza muito optimista. Tento sempre ver o lado bom de cada coisa ou situação.

Existe sempre um lado positivo. O negativismo irrita-me e acredito que se procurarmos ter confiança em nós e nas nossas capacidade, conseguimos mais cedo ou mais tarde alcançar e atingir os nossos objectivos.

 

Auto-estima*

s.f.

Apreço ou valorização que uma pessoa confere a si própria, permitindo-lhe confiança nos próprios actos e pensamentos.

 

Confiança*

s.f.

1. Confiança proveniente da convicção no próprio valor.

2. Fé que se deposita em alguém

3. Esperança firme.

.

 

Ter boa auto-estima é importante mas não será suficiente, precisamos também de motivação.

Sem motivação é difícil obter bons resultados, seja em que actividade for.

Por outro lado, sem auto-estima e sem auto-confiança, sentimo-nos constantemente perseguidos pela dúvida, pela insegurança e pela incerteza.

Há uns bons anos atrás, apesar de saber-me competente profissionalmente, não tinha essa segurança que hoje tenho. Estava na mesma empresa há 10 anos e, embora apresentasse bons resultados, raramente sentia-me recompensada ou reconhecida por isso, até que um dia, no meio de um grande reboliço e mudanças no seio da empresa, um novo colega fez-me ver que tinha capacidades para ir muito mais além. O reconhecimento dele fez subir a minha auto-estima e a confiança que deposito hoje em mim e nas minhas competência.

Nessa mesma altura, assisti a uma formação sobre motivação e houve algo no discurso do formador que ficou bem gravado na minha memória e que, confesso, pratico diariamente.

Dizia ele que a receita para o sucesso se resumia a, de manhã ao levantar, olharmos para o espelho e dizer para nós próprios “sou bom, sou mesmo muito bom e hoje vou ter um dia fantástico”.

Se não gostarmos de nós próprios, quem gostará? Que imagem iremos projectar no ambiente em que nos inserimos? Auto-estima não é apenas a avaliação subjectiva que fazemos de nós próprios, positiva ou negativa, mas também a imagem pessoal e irá sem dúvida reflectir-se na forma como a “vendemos”.

Cabe a cada um de nós encontrar os mecanismos necessários para ultrapassar os sentimentos negativos que temos em relação a nós próprios de forma a alcançar a segurança necessária para atingir os nossos objectivos, ser positivos e projectar o nosso optimismo.

 

Segurança*

s.f.

.

6. Sentimento de força interior ou de crença em si-mesmo. = Certeza, confiança, firmeza.

.

 

O segredo do sucesso está na nossa capacidade de enfrentar os obstáculos, com firmeza, confiança, dedicação e motivação, na nossa auto-estima e na certeza que podemos ir sempre mais além, sem medos. Não podemos concluir ser incapaz sem tentar, devemos colocar os nossos receios de lado e trabalhar no sentido de alcançar os nossos objectivos, sejam eles quais forem, e não falo em ser melhor ou superior aos outros, porque obviamente não seremos todos génios e haverá sempre alguém com mais capacidades intelectuais.

Auto-estima, motivação e sucesso não tem a ver com inteligência mas com sentirmo-nos bem connosco, não termos medo de arriscar e sermos felizes.

 

* dicionário Priberam da Língua Portuguesa

Imagem tirada da Internet

 

publicado por Abigai às 12:41

Maio 03 2011

 

Confirma-se....

Não há nada com ser optimista!

 

Atitude positiva, auto-estima em alta, segurança.... tudo junto leva sem dúvida ao sucesso.

Se acreditarmos que somos capazes, se nos lançarmos de cabeça - mas sempre erguida, claro! - sem dúvida conseguimos.

 

Ontem decidi fechar um capítulo da minha vida, decidi por fim abandonar um projecto aliciante mas infelizmente sem qualquer reconhecimento ou prestígio, muito abaixo daquilo que considero válido tendo em conta o meu profissionalismo, competência e talento.

 

No post anterior referi François de La Rochefoucauld - 'A virtude não iria tão longe se a vaidade não lhe fizesse companhia' - ao que parece, saber-se competente e acreditar nisso ajuda mesmo.

Não quer isso dizer que não sou modesta, não. Simplesmente sou realista e pelo que tenho visto ao longo destes quase 20 anos no mundo do trabalho, sinto-me realmente uma excelente profissional, pelo menos no meu ramo.

 

Como dizia, ainda ontem me demiti e resolvi fazer alguns telefonemas...

Hoje, já recebi propostas... parece que só mesmo o meu ainda actual empregador é que ainda não percebeu o talento que está prestes a perder...

A ver vamos.

 

publicado por Abigai às 12:05

Abril 28 2011

 

No Livro do Desassossego de Bernardo Soares, um semi-heterónimo de Fernando Pessoa, sobressai o tom melancólico, de um desalento evidente, em passagens que tratam da impossibilidade de descansar a alma e o intelecto, de regressar a um lugar e a um tempo em que seja possível sentir-se abrigado de qualquer inquietação, como num retorno ideal a si-mesmo.

 

Este desassossego instalou-se em mim há algum tempo. Um desassossego que não deixa espaço a descanso. Um desassossego infinito, quase imperceptível aos olhos dos outros mas que invade totalmente os meus pensamentos, numa inquietação, direi mesmo preocupação, para a qual vislumbro uma saída que tento em vão evitar.

 

Por um lado o vício do trabalho árduo, a vontade e persistência em nunca desistir e elaborar uma tarefa irrepreensível, perfeita, por outro, a consciência nítida de que a obra feita não terá continuidade nem será nunca reconhecida.

De que vale esforçar-se?

De que vale insistir num caminho sem saída?

Por muito que tente persuadir-me que vale sempre à pena lutar por uma obra bem feita e terminada, por muito que tente dar o benefício da dúvida, sei no meu mais profundo íntimo que será em vão.

Quando lidamos com pessoas instáveis, inconsistentes, sem rumo, pessoas indecisas, sem qualquer sentido de estratégia, incapazes de dar a mão à palmatória, de reconhecer fraquezas ou virtudes nelas ou nos outros, será viável ou até mesmo saudável insistir?

 

É nesta situação que me encontro actualmente. No meio de um projecto que poderia ser gratificante, que poderia ter pernas para andar, mas ao qual foi retirado o tapete mesmo antes de iniciar a marcha.

Este desassossego, esta inquietação que vive em mim, que atordoa a minha alma, os meus pensamentos, a minha estabilidade, resume-se a isso: decidir se devo ou não continuar neste caminho sinuoso, sem saída à vista, ou simplesmente aceitar o fracasso anunciado logo à partida e dar meia volta antes que o cansaço tome conta de mim e não consiga mais voltar...

 

Longe de mim achar que sou perfeita.

François de La Rochefoucauld disse 'A virtude não iria tão longe se a vaidade não lhe fizesse companhia'

Competência e talento não me faltam...

Sem querer ostentar qualidades ou enaltecê-las, estou convicta que propostas não me faltarão, como nunca faltaram no passado ou até mesmo na actualidade...

 

Só falta mesmo respirar fundo, aceitar o actual fracasso e quem sabe... partir para outra!

 

Imagem retirada da Internet.

publicado por Abigai às 21:26

Novembro 03 2009

A avaliar pelos resultados dos últimos testes, devo dizer que a situação do meu filho é preocupante.

As notas obtidas são de facto muito baixas, mas o esforço demonstrado foi impressionante.

Apesar das muitas dificuldades, é uma criança empenhada, interessada e esforçada.

Sabendo que a falta de resultados pode levar à desistência e ao abandono, tenho por hábito reforçar, valorizar e recompensar o seu empenho e fazer-lhe entender que as notas não são o mais importante.

Importante é nunca desistir, continuar a tentar, porque um dia conseguirá ser recompensado.

Mais do que contra o insucesso escolar, travo uma luta desmedida contra a baixa auto-estima.

Por mais que nos custe, a nós pais, a realidade é que não podemos ser todos doutores ou engenheiros e que todas as profissões são importantes, mas podemos e devemos ser todos felizes.

 

Depois existe o outro lado, o do sucesso.

O G. tem colegas com excelentes avaliações e que, ao contrário do que seria esperado, não marginalizam-no de forma alguma. Não atribuem qualquer importância ao facto de ter notas baixas, ignorando totalmente este facto e tratam-no muito bem.

No entanto, competem uns com os outros de uma forma a meu ver doentia.

Chegam ao ponto de "gozar" um colega simplesmente porque "apenas" tirou 90% no teste!

Será que estas crianças irão um dia saber lidar com o insucesso?

Serão adultos felizes?

Penso que devemos sempre valorizar o que um filho obtém ou consegue, que devemos levá-lo a querer sempre melhorar, mas será que quando atinge um ponto em que competir é levado ao extremo, em que o colega que habitualmente apresenta as melhores notas se torna no alvo a abater, devemos valorizar essas notas, ou será que devemos pôr travão nessa loucura?

Será que não temos o dever de ensinar aos nossos filho a compaixão, a camaradagem?

Mas o que haverá a fazer quando são as próprias mães, que numa entrega de avaliações, reclamam e se apoderam da palavra porque os filhos têm notas acima dos 90% quando poderiam ter mais e que não têm tacto suficiente nem contenção, na presença de outras mães que se contentariam com uns 50% dificilmente atingidos?

publicado por Abigai às 09:59

Porque foi a primeira palavra do meu filho, e de nada querer dizer, diz-me muito...
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