Abigai

Março 28 2013

  

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por Abigai às 09:19

Março 20 2013

 

 

Cá estou eu de volta... e para descansar e agradecer todos que ficaram de certa forma preocupados com o estado de espírito patente no último post, saliento: "bem" de volta e pronta para enfrentar mais adversidades...

Não vou negar que estava ligeiramente em baixo, contudo, não deixei de referir que sou uma optimista nata! E como tal, regresso com muitas mudanças...

Como já era de prever pela referência que fiz anteriormente aos recentes problemas laborais, estou com salários em atraso desde Janeiro e a aguardar a conclusão do processo de despedimento colectivo em curso na empresa onde exerço e no qual fui englobada. Estou há cerca de 5 semanas em casa, uma vez que o local onde prestava serviço já fechou portas. Obviamente estou preocupada com os vencimentos em atraso e com o facto de ainda não estar oficialmente desempregada, pois só então irei passar a receber o subsídio de desemprego.

Contudo - e mais uma vez, lá vem o meu optimismo -, não estou há 5 semanas de férias. Decidi aproveitar a sugestão do nosso sábio primeiro ministro e, sendo o desemprego uma oportunidade, decidi dar uma volta à minha vida. Não que já não tivesse pensado nisso - até porque, tendo em conta a minha patologia, é de prever que um dia tenha que deixar de trabalhar -, mas planeava tomar esta iniciativa dentro de uns anitos e não agora.

O meu trabalho consiste em projectar móveis e decoração em foto-realismo tridimensional. Há uns anos, fiquei com uma licença do software que utilizo, como forma de pagamento de outros salários em atraso, numa outra empresa... até parece que a precariedade me persegue! Trata-se de um software caríssimo, que não faz milagres mas que não anda longe disso. Desde então, tenho utilizado essa licença para elaborar alguns projectos por minha conta, poucos pela falta de tempo que sobra a quem trabalha a tempo inteiro, mas tem sido um complemento mensal simpático.

Uma vez que estava em casa, resolvi procurar mais cliente. Pensei muito, planeei criar uma página na internet, enviar e-mails a empresa para apresentar e oferecer os meus serviços, até iniciei um projecto completo de raiz a partir de um loft totalmente idealizado, projectado, mobilado e decorado... Mas não passaram de planos! Não tive nem tempo nem oportunidade!

Quero crer que este incansável optimismo consegue captar e atrair suficiente energia positiva para que tudo possa acontecer... Sem procurá-los - até porque ainda estou numa fase de transição -, os clientes surgiram, encontraram-me e de um momento para o outro, fiquei sem tempo!

Sei que ser freelancer é incerto, tenho consciência que não terei o mesmo vencimento que tinha, ainda tenho também muito que planear e organizar - ser trabalhador independente também fica caro! -, contudo, de uma coisa eu não tenho qualquer dúvida: posso até ter que apertar o cinto e ter que adquirir novos hábitos de consumo, mas maior qualidade de vida tenho a certeza que não irei encontrar. Trabalhar em casa, ao ritmo que mais me convier, ter mais tempo para a casa e para o G., para preparar as refeições e acompanhar os estudos, é realmente fabuloso...

 

 

 

publicado por Abigai às 02:45

Maio 21 2011

 

 

 Já passaram algumas semanas desde a entrega da avaliação do G., é verdade, mas na realidade, pouco haverá a dizer, além de tudo o que já tem sido dito.

O G. continua a apresentar muitas dificuldades, manteve praticamente as notas do período anterior, excepto a matemática, disciplina na qual apresenta agora uma avaliação negativa.

Como dizia no post o G. estava convencido que, apesar das dificuldades, a professora iria atribuir-lhe uma positiva.

Ficou desiludido, triste e também preocupado.

Eu não.

Esta negativa não irá impedir a passagem para o 6º ano e confesso não saber o que será melhor!

Estivemos reunidos com a psicóloga educacional que lhe presta acompanhamento na escola, com a directora de turma e aguardamos agora agendamento de uma reunião com a professora de matemática.

Os comentário colocados pela professora nos testes, deixam-me bastante perplexa e aborrecida, ao G. deixa um sabor amargo a derrota e a dúvida se vale ou não à pena o esforço que tem feito. Com frequência escreve 'tens que estudar mais', 'não percebeste nada', 'não estudaste',etc..

Acontece que, não sendo eu professora e não estando totalmente a par dos assuntos programáticos da disciplina, tenho forçosamente necessidade de delegar o acompanhamento do estudo a quem o entende.

Ajudo o estudo ou trabalhos de casa ao fim-de-semana mas nos dias úteis, o G. estuda no ATL e, pelo que me apercebi, está muitíssimo bem orientado e acompanhado por professoras competentes.

Seguindo a sugestão da psicóloga, preparei uma pasta com todas as fichas feitas pelo G., todos os apontamentos e exercícios efectuados no ATL e mandei o G. entregar à professora de matemática com um recado na caderneta a solicitar que visse o esforço do G. e, caso não achasse adequadas as fichas elaboradas pelo centro de estudos, que sugerisse outras mais ao encontro do que pretende dele.

A resposta não se fez esperar e além de salientar que não duvida do esforço e empenho do G., sugeriu um encontro. Espero entender-me com ela. Não pretendo que avalie de forma positiva o G. pelo simples facto que estuda e esforça-se. Apenas pretendo que seja justa com ele nas palavras que emprega e não o deite por terra simplesmente porque não consegue. Não podemos ser todos génios, alguns chegam lá, outros não. Contudo, não podemos desprezar e até mesmo rebaixar o que só por si já é difícil e traumáticos, menosprezar um esforço repetido e infelizmente sem grande sucesso, apenas irá levar o G. a desistir de todo este esforço e a concluir que não compensa. Não quero que tenha positivas pelo esforço, mas também não quero que seja rotulado de preguiçoso ou pouco estudioso porque não atinge os objectivos, devia sim ser encorajado a continuar o esforço e para isso, não precisa de uma boa nota, apenas de uma boa palavra.

 

Quanto a mim, iniciei esta semana uma nova fase na minha vida profissional, ainda é cedo para avaliar a decisão tomada, mas tudo indica encaminhar-se para o que esperava. O espaço é bom, as condições são excelentes, a autonomia não podia ser melhor, enfim, parece que desta vez acertei. É claro que ainda só passou uma semana, é claro que não sei se irão cumprir com o acordado, e claro, é um projecto novo, uma aposta nova, e como em tudo o que é inovação, pode não receber do público a resposta esperada ou mais adequada.

 

Esta mudança trouxe também algumas alterações na nossa vida familiar, o tempo agora escasseia, é um trabalho a tempo inteiro, de segunda a sábado, deixa algum espaço para mim por encontrar-me próxima de tudo e ter tempo para compras e passeios no intervalo para o almoço, mas deixa pouco espaço para a vida familiar. Mas como já aqui disse, o trabalho é para mim fundamental para o meu equilíbrio psicológico, para manter a minha sanidade e olhar para a vida com mais optimismo e fair-play!

Com boa vontade e organização, estou convicta que conseguiremos encontrar formas de contornar estes pequenos contratempos!

 

Imagem tirada da Internet

publicado por Abigai às 11:00

Maio 03 2011

 

Confirma-se....

Não há nada com ser optimista!

 

Atitude positiva, auto-estima em alta, segurança.... tudo junto leva sem dúvida ao sucesso.

Se acreditarmos que somos capazes, se nos lançarmos de cabeça - mas sempre erguida, claro! - sem dúvida conseguimos.

 

Ontem decidi fechar um capítulo da minha vida, decidi por fim abandonar um projecto aliciante mas infelizmente sem qualquer reconhecimento ou prestígio, muito abaixo daquilo que considero válido tendo em conta o meu profissionalismo, competência e talento.

 

No post anterior referi François de La Rochefoucauld - 'A virtude não iria tão longe se a vaidade não lhe fizesse companhia' - ao que parece, saber-se competente e acreditar nisso ajuda mesmo.

Não quer isso dizer que não sou modesta, não. Simplesmente sou realista e pelo que tenho visto ao longo destes quase 20 anos no mundo do trabalho, sinto-me realmente uma excelente profissional, pelo menos no meu ramo.

 

Como dizia, ainda ontem me demiti e resolvi fazer alguns telefonemas...

Hoje, já recebi propostas... parece que só mesmo o meu ainda actual empregador é que ainda não percebeu o talento que está prestes a perder...

A ver vamos.

 

publicado por Abigai às 12:05

Abril 28 2011

 

No Livro do Desassossego de Bernardo Soares, um semi-heterónimo de Fernando Pessoa, sobressai o tom melancólico, de um desalento evidente, em passagens que tratam da impossibilidade de descansar a alma e o intelecto, de regressar a um lugar e a um tempo em que seja possível sentir-se abrigado de qualquer inquietação, como num retorno ideal a si-mesmo.

 

Este desassossego instalou-se em mim há algum tempo. Um desassossego que não deixa espaço a descanso. Um desassossego infinito, quase imperceptível aos olhos dos outros mas que invade totalmente os meus pensamentos, numa inquietação, direi mesmo preocupação, para a qual vislumbro uma saída que tento em vão evitar.

 

Por um lado o vício do trabalho árduo, a vontade e persistência em nunca desistir e elaborar uma tarefa irrepreensível, perfeita, por outro, a consciência nítida de que a obra feita não terá continuidade nem será nunca reconhecida.

De que vale esforçar-se?

De que vale insistir num caminho sem saída?

Por muito que tente persuadir-me que vale sempre à pena lutar por uma obra bem feita e terminada, por muito que tente dar o benefício da dúvida, sei no meu mais profundo íntimo que será em vão.

Quando lidamos com pessoas instáveis, inconsistentes, sem rumo, pessoas indecisas, sem qualquer sentido de estratégia, incapazes de dar a mão à palmatória, de reconhecer fraquezas ou virtudes nelas ou nos outros, será viável ou até mesmo saudável insistir?

 

É nesta situação que me encontro actualmente. No meio de um projecto que poderia ser gratificante, que poderia ter pernas para andar, mas ao qual foi retirado o tapete mesmo antes de iniciar a marcha.

Este desassossego, esta inquietação que vive em mim, que atordoa a minha alma, os meus pensamentos, a minha estabilidade, resume-se a isso: decidir se devo ou não continuar neste caminho sinuoso, sem saída à vista, ou simplesmente aceitar o fracasso anunciado logo à partida e dar meia volta antes que o cansaço tome conta de mim e não consiga mais voltar...

 

Longe de mim achar que sou perfeita.

François de La Rochefoucauld disse 'A virtude não iria tão longe se a vaidade não lhe fizesse companhia'

Competência e talento não me faltam...

Sem querer ostentar qualidades ou enaltecê-las, estou convicta que propostas não me faltarão, como nunca faltaram no passado ou até mesmo na actualidade...

 

Só falta mesmo respirar fundo, aceitar o actual fracasso e quem sabe... partir para outra!

 

Imagem retirada da Internet.

publicado por Abigai às 21:26

Março 11 2011

É madrugada. Procuro dormir mas o sono não chega.

Aproveito o momento.

As ideias na minha mente atropelam-se e o desassossego invade-me lentamente.

Então escrevo.

Tento colocar no papel estas reflexões sem nexo, dar-lhes algum sentido.

Sentido.

O sentido que buscamos na vida?

Mas que sentido é esse?

Preciso de sentir-me útil, sentir que apesar da minha pequenez, a minha presença neste mundo imenso e complexo, irá deixar alguma marca, alguma lembrança, algum pensamento.

Sentir que existo.

Sentir-me importante, imprescindível.

Será que todos sentimos isso? Ou estarei a ser utópica? Egocêntrica?

Sei que sou amada e acarinhada pela minha família, não nutro qualquer dúvida em relação a isso.

Mas confesso que não chega, não me satisfaz plenamente.

Confesso que me falta algo.

Embora não ache isso propriamente saudável nem tão pouco gratificante, admito ser "viciada" no trabalho. O exercício da minha profissão ocupa-me os pensamentos em demasia. Quando não estou a trabalhar, penso no que poderei fazer quando lá chegar, planeio projectos e elaboro mentalmente processos de melhoria. Construo na minha mente novos planos, idealizo novos procedimentos, novas soluções.

Costuma-se dizer que trabalhamos para viver. Não sei. Diria talvez que vivo para trabalhar.

Não me parece em nada saudável, nem do ponto de vista físico - por vezes duvido mesmo da minha sanidade mental - , nem do ponto de vista familiar.

A minha carreira ocupa-me de tal forma o pensamento, que frequentemente sinto-me totalmente alheia ao que se passa à minha volta.

Sei que não está certo. Reconheço que é errado e obsessivo colocar o trabalho em primeiro plano. Admito que representa um problema mas não consigo evitar, não consigo encontrar forma de o contornar, de o resolver.

Está a tornar-se obsessivo. Tento contrariar esta tendência e viver mais a vida.

Tento.

Diria ter uma explicação, ou talvez não passe de uma desculpa esfarrapada, uma forma de me enganar a mim própria.

A verdade é que quando estou no meu posto de trabalho, quando elaboro projectos ou implemento melhorias significativas, sinto-me competente, completa, sinto que faço a diferença, sinto-me insubstituível - embora tenha perfeita consciência que ninguém é insubstituível - , e não penso nos "outros problemas".

Não penso nas crescentes limitações físicas que ultimamente tenho sentido.

Não penso em todas as tarefas domésticas que me esperam em casa e que tanto me custam.

Não penso nas dificuldades do G. e na minha impotência perante os desafios que se avizinham.

Não penso no futuro pouco risonho que se aproxima.

Sinto-me incompetente como mulher e esposa, sinto-me incompetente como mãe, e preciso, tenho necessidade, uma sede inabalável e incontornável, de sentir-me competente em alguma coisa.

Não é de forma alguma uma confissão depressiva, é acima de tudo uma tentativa de análise desta obsessão pelo trabalho. Mas provavelmente não passa de uma desculpa, de uma forma de justificar, de enganar-me.

Na realidade, muito antes de formar família, muito antes do nascimento do G., muito antes de qualquer limitação física que hoje possa sentir, já me entregava de corpo e alma, numa primeira fase aos estudos e depois de igual forma, à minha carreira profissional.

Sem falsa modéstia, sempre fui bem sucedida em tudo que empreendi e nesta fase da minha vida, sinto-me a falhar e lidar com o insucesso tem-me levado a questionar muita coisa e a pôr em dúvida as prioridades assumidas ao longo destes anos.

Preciso de reavaliar prioridades, de colocar ordem nas minhas ideias e escrever tem os seus benefícios. Deixar a caneta fluir no papel ou os dedos percorrer o teclado, e no fim ver no que deu... poderá ajudar, ou não.

 

 

publicado por Abigai às 13:30

Agosto 26 2010

Pois... já lá vão mais de dois meses que não dou notícias, é verdade...

Não é que não tenha acontecido nada neste longo espaço de tempo, pelo contrário, mas realmente faltou-me alguma motivação.

 

Como já previa no passado mês de Janeiro e aqui referi, a empresa onde trabalhava fechou no início do passado mês de Junho.

Fechar não será bem o termo. Os quatro únicos funcionário, incluindo eu, rescindiram contrato com justa causa por falta de retribuição mensal.

Melhor dizendo, as portas da empresa fecharam por inexistência de pessoal mas a empresa, até à data, continua oficialmente a laborar, com quem não sei, como também não!

E, como o único sócio e gerente da empresa estava no Brasil, não houve quem recepcionasse as cartas de rescisão nem tão pouco quem assinasse as declarações de situação de desemprego.

Conclusão: apenas no final do mês de Julho recebi a primeira prestação do subsídio de desemprego a que tinha direito, mas, lamentavelmente, como a segurança social não paga retroactivos, fiquei a perder o valor referente a Junho... Como se não fosse suficiente estar mais de três meses sem receber ordenado!

Entre a Autoridade para as Condições do Trabalho, a Segurança Social, e o Centro de Emprego, muitas foram as deslocações e as burocracias até conseguir finalmente fazer parte das estatísticas.

 

Felizmente, os conhecimentos, a competência e 17 anos de experiência na minha área, ainda valem alguma coisa e não tive necessidade de procurar emprego ou enviar currículos. Ainda nem tinha dado entrada no Centro de Emprego e já tinha sido contactada por uma empresa da concorrência - porque no ramo das cozinhas equipadas todos se conhecem e tudo se sabe.

Contudo, e como estávamos num período de acalmia e de férias - quem se preocupa em remodelar ou fazer uma cozinha nesta altura do ano? -, não entrei de imediato nessa empresa e combinamos iniciar na próxima segunda-feira. Aproveitei este tempo de pausa para melhor ambientar-me com a empresa, o seu funcionamento e materiais.

Quer isto dizer que ainda usufruí de dois meses de desemprego e, embora já com trabalho garantido, tive que cumprir e comprovar que estava numa procura activa de emprego, caso contrário arriscava-me a ficar sem subsídio.

Compreendo que esta é a única forma que o Instituto do Emprego tem de "garantir" que não estão a usufruir do subsídio pessoas que não buscam emprego, mas confesso achar um pouco ridículo, pois qualquer um consegue comprovativos sem procura alguma!

Hoje, fui finalmente a Centro de Emprego declarar que a partir do dia 30 de Agosto estarei empregada, finalmente porque na verdade, já não aguentava as apresentações quinzenais e os "carimbos"!!

 

De resto, aconteceram algumas coisas boas nestes dois meses.

Além de me sentir de certa forma lisonjeada com as ofertas de emprego que recebi - é sempre bom para o ego perceber que apesar de tudo somos bem cotados no mercado de trabalho -, estive com a Teresa, os seus rebentos e a Susana, na companhia do meu marido e do meu G., foi uma tarde maravilhosa e com muita partilha... É incrível como duas crianças podem ser tão iguais, as nossas aventuras e experiências são tão similares que até assusta! E isto só vem mais uma vez, comprovar que muitas das características que vejo no meu G. são realmente ligadas à Hiperactividade.

Quantas e quantas vezes me censurei, me culpei pela educação que estava a dar ao G., quantas vezes pensei estar a falhar como mãe e educadora, quando na realidade trata-se de uma perturbação de que nenhum de nós tem culpa.

Não é desculpa para não educar, mas ajuda muito a educar sem culpas e sem medos.

 

Muito mais haveria para contar, em dois meses muita coisa acontece, mas enfim... fica para uma próxima.

 

 

publicado por Abigai às 17:03

Janeiro 29 2010

Quando há pouco mais de três meses questionava aqui a minha capacidade em manter um blog e apostava em participar essencialmente no Clube de leitura, não podia, aparentemente, estar mais enganada.

A minha participação tem sido limitada.

Não por falta de leitura porque sem livros sentir-me-ia completamente desamparada.

Sinto-me sem assunto para escrever e este post é bem prova disto, de nada falo apenas divago.

Sem assunto ou sem vontade.

A minha situação profissional neste momento, está um caos, passo o dia a nada fazer, sem serviço, sem perspectivas, sem qualquer motivação.

Motivação. É disso que sinto falta, motivação para ser!

Ainda hoje, ou ler este post senti necessidade de comentar. Comentei? Não.

Porquê? Não faço ideia, ainda comecei a escrever, mas faltaram-me as palavras.

Estou a tentar escrever este post e as palavras fogem, pareço ter perdido a minha capacidade de escrita, os pensamentos atropelam-se, as ideias confundem-se.

Talvez mais tarde...

Talvez....

 

publicado por Abigai às 18:29

Janeiro 14 2010

Vivemos tempos difíceis e conturbados, muito desemprego, muitas dificuldades, muitos temas no ar...

Quanto ao desemprego, serei provavelmente em breve - e assim o espero - mais uma a somar à longa lista de desempregados.

Triste é dizer "assim o espero". Comecei a trabalhar há 16 anos, nunca faltei sem necessidade absoluta, nunca estive de baixa a não ser quando fui submetida a uma cirurgia e até encurtei a minha licença de maternidade!

Trabalhar é uma paixão, adoro a minha profissão, mas neste momento, preferia estar desempregada, não por preguiça, não para ser sustentada pelo Estado, não!

Nunca pensei dizer isso um dia!

Mas na verdade, quando se está numa pequena empresa falida cujo gerente e único dono foi (fugiu?) para o Brasil sem deixar representande e sem data de regresso, quando estamos abandonados sem previsão de recebimento, com fornecedores à porta e sem perspectivas de venda, etc..., desanimamos e chegamos à conclusão que pouco mais há a fazer senão esperar e desejar fechar definitivamente a porta!

Mas como ficar desempregado se a empresa nem fecha, nem despede?

Segundo o ministério do trabalho, posso suspender o meu contrato de trabalho e receber pela Segurança Social. Para isso, basta enviar uma carta registada à empresa a informar que devido às remunerações em atraso fica o contrato suspenso.

Mas para quê enviar uma carta se na empresa não há quem a receba?

Ser um bom empresário não será também saber admitir quando chegou a hora de fechar? Assumir as suas responsabilidades e no mínimo, permitir aos colaboradores terem uma vida mais digna e partir para outra?

Porquê insistir em manter aberta uma empresa insolvente há mais de um ano e que além de não ter dinheiro para pagar aos funcionário, também não consegue pagar aos fornecedores e por conseguinte, não consegue satisfazer as encomendas dos clientes?

Infelizmente, e apesar de conhecer este tal empresário há 16 anos, só agora é que percebi o quanto fui ingénua estes anos todos, pensava que era uma pessoa trabalhadora e dedicada que se tinha envolvido com os sócios errados. Assim, acreditei que a empresa onde eu tinha iniciado a minha actividade profissional tinha fechado, não por culpa dele mas por causa dos sócios. Há 6 anos atrás e por me ter desentendido com os sócios deixei essa empresa mas passado 3 anos, e uma vez que o patrão que eu julgava bom ía lançar-se numa nova empresa, resolvi apoiá-lo e ajudá-lo.

Agora percebo que afinal, de bom empresário, não tem nada. Iniciar actividade com um capital social, na prática negativo e ir, a pouco e pouco, retirando dinheiro da empresa, de facto, não se pode chamar de boa gestão.

E pensar que fui conivente com esta má gestão, que o apoiei, que confiei, deixa-me completamente à beira do abismo! É claro que só agora percebo isso, tinha uma confiança cega e pensava conhecê-lo. Agora, só espero resolver a minha situação e também a dos meus colegas e tudo fazer para que não saia impune.

Como é possível pensar que uma empresa serve para financiar o empresário? Não será antes o empresário que deve financiar a empresa? Como é possível roubar a sua própria empresa, não será isso roubar-se a si-próprio?

Não consigo mesmo entender esta forma de pensar e estar na vida!!!

 

 

publicado por Abigai às 09:00

Porque foi a primeira palavra do meu filho, e de nada querer dizer, diz-me muito...
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