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Doenças reumáticas

11.02.11, Abigai

É muito comum ouvir alguém dizer que "sofre de reumatismo" ou que tem "a doença do reumático". No entanto, esta é uma noção errada porque, supostamente, reduz mais de uma centena de doenças a uma. Na verdade, todas as doenças reumáticas têm um diagnóstico e tratamento específicos (uns mais difíceis do que outros).

Entre os pontos comuns a muitas doenças reumáticas, destacam-se três:
  São dolorosas
Muitos doentes têm que viver com dor persistente, durante toda a vida.
  Limitam a capacidade funcional
Muitos doentes não conseguem realizar actividades básicas sem ajuda (apertar um botão, abrir uma porta ou conduzir).
  São "invisíveis"
A dor, principalmente quando não há deformação articular visível, não é geralmente compreendida pela opinião pública, nem, por vezes, pelos familiares próximos do doente.
Sabia que...
... As doenças reumáticas não são exclusivas dos adultos, podendo surgir na infância e na adolescência?
... Existem doenças reumáticas que afectam o coração, os pulmões, os rins, os olhos, o sistema nervoso e a pele?
... As doenças reumáticas são a primeira causa de baixa e o principal motivo de incapacidade temporária ou definitiva dos portugueses?
Como em todas as outras patologias, quanto mais cedo uma doença reumática for detectada, maior será a probabilidade de tratamento adequado. Nalguns casos, um diagnóstico tardio pode tornar completamente irreversível o curso de uma doença.
A  cada momento, cerca de 2,7 milhões de portugueses sofre de algum tipo de queixas reumáticas, o que equivale a 25,7% da população (1 milhão e 700 mil mulheres, e 970 mil homens).
As doenças reumáticas são das mais antigas e comuns da humanidade. Só na Europa estima-se que 103 milhões de cidadãos sofram de doenças e alterações do sistema músculo-esquelético, um número que não pára de aumentar dado o aumento da população e da esperança média de vida.
É um mito a ideia de que as doenças reumáticas aparecem nas pessoas idosas; mesmo as crianças de colo são afectadas. As formas mais graves, como a Artrite Reumatóide, o Lúpus Eritematoso Sistémico ou a Espondilite Anquilosante, atingem pessoas mais jovens e em idade produtiva, o que se torna muito preocupante para qualquer sociedade.
 
Informação retirada do site da Sociedade Portuguesa de Reumatologia
 
Seguramente há mais de 10 anos que tenho dores lombares aguda ao levantar-me, mas na verdade - e disso, apenas eu sou culpada -, nunca liguei ao assunto...
Há cerca de 4 anos atrás, de um dia para o outro, tive o que se chama um surto inflamatório agudo. Acordei de manhã com as mãos de tal forma inchadas que era-me impossível mexer os dedos e ao deitar desse mesmo dia, as dores já tinham alastrado para o corpo todo.
Estávamos em Paris e, apesar das dores insuportáveis, não deixei de acompanhar o G. à Disneyland, já tínhamos os bilhetes e estava tudo programado há já alguns dias e não seria eu a dar tamanho desgosto ao G.
Fui medicada com anti-inflamatórios e opióides para as dores mas só quando regressei a Portugal passados 10 dias, ainda com algumas dores, fui vista por um reumatologista e diagnosticada.
Há 4 anos que tomo elevadas doses de anti-inflamatórios, que têm permitido evitar mais surtos. A medicação não cura. Atrasa a evolução da doença. Hoje em dia as dores são constantes, diárias, uns dias melhores, outros piores, mas estão sempre presentes no meu dia-a-dia.
Além das dores, o que custa essencialmente é ter constantemente a sensação de ser incompreendida. As dores não são visíveis, as limitações que por vezes sinto nas coisas mais simples não são percebidas, e a cada dia que passa agravam-se mais.
 

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