Abigai

Abril 06 2011

 

Passou pouco mais de uma semana desde que iniciei a medicação para as dores diariamente.

Por muito renitente que esteja em tomar opiáceos de forma continua, tenho que confessar e admitir que de facto funciona.

Já perdi a conta aos anos de sofrimento e de angústia.

Há cerca de dez anos que não me sentia tão bem.

Não que não tenha dores nenhumas, seria mentira dizer que tudo ficou resolvido com um simples comprimido, mas pelo menos agora, passo grande parte do dia sem dores.

E não fosse o facto desta medicação provocar insónias, podia sem dúvida viver sem qualquer dor.

As noites continuam terríveis, dolorosas e sem possibilidade de descanso, mas poder andar sem dores durante o dia, sem sono devido à medicação, bem disposta, conduzir sem medo de adormecer ou falhar o pé no momento mais crucial, compensa qualquer receio em tomar o que na realidade não passa de uma droga!

Mas infelizmente, existe o verso da medalha.

Trata-se de um analgésico de acção central que alivia a dor actuando sobre células nervosas específicas da medula e do cérebro, não trata o que provoca a dor. Isto quer dizer que, não sentindo dor, tenho tendência em forçar mais os ossos e articulações, sem a consciência de o fazer provocando dor mais intensa quando o efeito do analgésico passa.

Não sei se isso terá consequências no futuro ou na evolução da doença, não sei se corro o risco de a rigidez que se espera que aconteça nas articulações e que levará a alguma limitação de movimentos acontecer mais rapidamente.

Resumindo, não sei o que me reserva o futuro, mas vivo apenas um dia de cada vez, e se os dias podem ser menos dolorosos, então vou aproveitar sem pensar no dia de amanhã.

Se pensar muito no que pode ou não acontecer no futuro, vou acabar por não aproveitar o que a vida me dá hoje.

 

publicado por Abigai às 13:21

Olá Patrícia,
Sou seguida no hospital S. João no Porto e procurei um reumatologista particular para, além de confirmar o diagnostico, ter uma 2º opinião sobre o tratamento a seguir. O diagnostico foi o mesmo e achou o tratamento adequado. Mas senti no ar uma solidariedade entre especialista incrivel, parecia quase que ofendia em querer uma 2º opinião...
O tratamento tem travado a evolução da doença, mas não tem cura. Agora com a medicação para as dores, sinto-me reviver, sem dores ate esqueço o que me reserva o futuro.
Bjs,
Anabela
Abigai a 14 de Abril de 2011 às 12:25

Pois Anabela...eu senti isso mais do que uma vez, em relação ao meu filho. Ficavam ofendidissimos quando eu dizia que estava a pedir uam 2ª opinião.

Patricia
Patricia a 2 de Maio de 2011 às 00:33

Porque foi a primeira palavra do meu filho, e de nada querer dizer, diz-me muito...
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